quinta-feira, 10 de abril de 2008

PASTA DE FÍGADO


I

Neste momento, são 23,40 H.
Dói-me o estômago... Fome? Mas eu jantei...Ah! Pois foi. Jantei mais cedo.
Encontrei a razão da dor de estômago... É mesmo fome.

II

Atiro-me como uma fera,ao saco do pão. Está vazio... Assalto o frigorifico.
Atiro-me ao leite e nisto, vejo uma caixa de pasta de fígado. Horror, brrr.
Entretanto no meu cérebro, discute-se entre este horror e a procura de uma faca.
Mas e o pão?

III

Resolvo desta vez assaltar o congelador.
Eureka! Pão congelado.
E o micro-ondas aqui tão perto, e eu nesta cozinha, aqui tão sózinho.

IV

Mas barrar o pão com quê? Manteiga? Banal!
Mas a caixinha entra-me na mente. Pasta de Fígado? Porque não?...

Mas...Repugnante. Aquela pasta castanha horrorosa, entra-me pelos olhos, revirando-me as entranhas, enquanto a minha mão direita de faca em punho, ataca freneticamente a pobre Pasta de Fígado. Espetando-lhe suculentas facadas, para depois barrar no pão já descongelado.


V

Enquanto escrevo isto, delicio-me em magestosas dentadas.

Hum, excelente.

E rio-me do contraste entre o parecer e o sabor.
Mnham, mnham...


Fernando Marques

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